
TCC 2015
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
A raiva reforça a crença de ser injustiçado e fraco

quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Cognição x comportamento na Educação.

Tenho conversado com professores que tem aplicado a educação formal, nas escolas, e quando diante das dificuldades com alunos que têm condutas diferentes da maioria da turma, têm demonstrado um padrão de intervenção focando os comportamentos de seus alunos sem conseguir resultados de modificação comportamental. Não vejo surpresas nos resultados insatisfatórios, uma vez que entendo que essas intervenções são superficiais. A mudança comportamental é um bom indício de critérios de chegada, de gerenciamento de um sintoma imediato, mas não de reestruturação. É preciso enveredar por um caminho diferente, o caminho das cognições que questiona o problema a partir das crenças, da meta e da percepção imediata do alunos. Não se toma medidas comportamentais sem o aval do esclarecimento esquemático do aluno. Sua meta não é errada é apenas inadequada e sua capacidade não é insuficiente está apenas sintonizada com a meta inadequada. Utilizar intervenções comportamentais imediatas pode colaborar para uma interpretação antagônica e injusta, provocando a raiva e a agressão, corroborando esquemas disfuncionais.
Desenvolver atitudes cognitivas em si é um bom começo para ensinar atitudes cognitivas aos alunos. Pode ser difícil no início, mas só no inicio.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Segredos de ser amigos.

Amigo eu sei que sou quando não apago o que de positivo já aconteceu entre nós e imagino que o futuro aumenta a probabilidade de entendimento e benefícios.
Amigo eu sou quando me responsabilizo pelas minhas explicações a mim mesmo sobre você.
Amigo eu sou quando descubro que nossa relação precisa mudar e começo essa mudança por mim.
Amigo eu sou quando ouço suas falas contrariadas sobre minhas atitudes e ao invés de aceitar minhas lamentações de vitimização eu procuro ouví-lo sem defensividade ou persuasões.
Amigo eu sou quando percebo que para ser amigo eu tenho melhorado a mim mesmo.
Arnaldo Vicente.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
PANs colocam pimenta nos filmes.

domingo, 12 de agosto de 2007
Ninguém olha o mundo com os olhos do outro.

Quando os filhos correspondem a relação segue tranquila, quando os filhos são compreendidos por não corresponderem a relação continua tranquila.
Pais de filhos pequenos compreendem mais as frustrações, pois imediatamente justificam os resultados dos filhos como específicos, passageiros e não intencionais. Podem pensar: - "Daqui a pouco será exatamente como eu quero".
Filhos pequenos também aceitam melhor quando não são compreendidos, embora depois de uma boa birra, porque são mais otimistas nesta fase.
Mas, na medida que as crianças demonstram maior domínio as expectativas aumentam e tornam-se regras e os fracassos podem ser considerados intencionais, gerais e permanentes, causando grandes danos na relação.
Pais agem como se tivessem sido desconsiderados totalmente os filhos podem reagir com indignação ou depressão.
É preciso que pais lembrem-se que as expectativas são sonhos, metas, desejos apenas imagináveis, ou seja, mesmo que importantes elas são apenas hipóteses criadas em sua mente ou em seu coração.
Não há problemas em desejar, torcer, querer e até colaborar para que as hipóteses se concretizem, mas não podem tornarem-se exigências ou regras condicionais para os filhos.
Esses conflitos são decorrentes de PAns, pais e filhos podem entenderem-se melhor se verificarem a presença de PANs; que nesta questão podem ser muitos, exemplo:
PAN de generalização: o fracasso não ocorreu ou está ocorrendo em todas as situações da vida.
PAN de catastrofização: o fracasso ocorreu e pode ter ocorrido, mas nada garante cem por cento que continuará ocorrendo no futuro.
PAN de personalização externa: o outro tem 100% responsabilidade pelo erro cometido.
PAN de Leitura mental ou Inferência arbitrária: o desejo de errar já era conhecido, mesmo que a pessoa jamais tenha falado.
PAN Autoritário ou ele deve: a pessoa tem a obrigação de pensar, sentir e agir como eu penso, sinto e ajo.
As Evidências Contra esses pans na relação entre pais e filhos existem, e são muitas:
"Filhos não sentem como os pais e pais não sentem como os filhos, existem diferenças cognitivas e tmbém na intensidade emocional e biológica, entre outras".
"Ninguém olha o mundo com os olhos do outro".
sábado, 11 de agosto de 2007
Como podemos combater os PANs

P.A.Ns são pensamentos automáticos negativos que temos todo o tempo em todos os lugares. Eles são espontâneos, pré-conscientes e podem ser acessados conscientemente. São eles que interferem diretamente, de modo negativo, nos tipos e nas intensidades de nossas emoções, reações físicas,motivações e comportamentos. São mais destrutivos que qualquer droga, lícita ou ilícita, que já existe ou existiu
.
O ponto fraco dos P.A.Ns é que eles são apenas uma equivocada representação da realidade. Quanto aparecem na consciência estão fundamentados , na maioria das vezes, apenas na s evidências que o confirmam. Ex: quando nos achamos incapazes lembramos apenas das vezes em que fomos incapazes, e esta redundância colabora para que o PAN seja compreendido como verdadeiro. A avaliação desconsidera as possíveis evidências que possas não apoiá-los.
Porque criar o GACEC PANs?
Grupo – os PANs estão em todas as pessoas.
Amigos – desenvolver e alcançar uma meta saudável comum.
Evidências - fundamentar nossa ação no real.
Contra - complementar a percepção do real.
PANs- viciam e adoecem pessoas de todas as idades.
Faça parte do GACECPANs, envie email para arnaldo@ctcbauru.com.br.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O conteúdo dos P.A.Ns.

Nossas cognições, ou sejam, nossos pensamentos, idéias, crenças, valores, sensações e imagens resultantes do que percebemos interna e externamente compõem os P.A.Ns.
Ao identificar nossas cognições podemos analisá-las e verificar se estão coerentes com a realidade.
Exemplo: Podemos dizer que temos um relacionamento horrível, insuportável com alguém, mas não conseguimos nos separar desta pessoa, que continuamos com ela e que isto nos deixa triste e desesperançoso.
Podemos verificar se o relacionamento é mesmo horrível durante o tempo todo ou se apenas em alguns momentos. Podemos verificar se estes momentos são mais importantes que aqueles em que estamos nos relacionando bem ou razoávelmente bem.
Podemos nos perguntar se é mesmo verdade que não suportamos os momentos de insatisfação ou se na verdade somos menos vulneráveis do que imaginamos.
Podemos nos perguntar o que queremos neste relacionamento, que meta nos motivou a iniciá-lo e quanto está meta é prejudicada pelos momentos ruins e beneficiada pelos bons momentos.
Podemos também investigar qual a idéia que temos feito sobre nós mesmos nestes maus momentos e se esta idéia é verdadeira.
Talvez consigamos compreender que estamos "carregando" em nossas cognições e possamos criar um plano para que essas dúvidas ou percepções equivocadas diminuam e, por fim, deixem de atrapalhar a nossa meta.
As cognições equivocadas já foram pesquisadas e denominadas como ERROS COGNITIVOS.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Tenho utilizado a abordagem da Terapia Cognitiva em mínha vida, com meus familiares, com meus pacientes, com profissionais através de cursos e supervisão, com treinamento de pais e professores e com a população através de palestras e da mídia, sempre atestando os benefícios alcançados decorrentes do trabalho de Evidências Contra os P.A.Ns.
Venho combatendo os P.A.Ns desde 1999, sendo que durante este período tive oportunidades de estar e aprender com experts nacionais, como a Dra. Ana Maria Serra e a Especialista Êdela Nicoletti, e internacionais, como Arthur Freemann, Frank Dattilio, Paul Salkovskis, Mark Reinecke, Judith Beck, entre outros.
Desde 2003, quando fundei o CTC Bauru (http://www.ctcbauru.com.br/), venho trabalhando no sentido de divulgar o paradigma de Aaron T. Beck o qual enfatiza que "não são as situações que determinam as nossas emoções, mas sim a maneira como as construímos".
Durante estes anos aprendi que os P.A.Ns são poderosos, capazes de comprometer a nossa qualidade de vida. Eles nascem nos homens e se expressam em suas atitudes. Eles não são pensamentos inofensivos. Como o nome enfatiza, eles são pensamentos automáticos e negativos; são pré-conscientes e são uma expressão das crenças que que estão em nosso inconsciente.
Diante de um evento, uma situação em foco sempre é avaliada pela nossa percepção imediata e processada segunda as crenças que desenvolvemos durante o nosso desenvolvimento resultando, em seguida, em respostas cognitivas, emocionais, fisiológicas, motivacionais e comportamentais. Esse modo de pensar vai se esquematizando e tornando-se um padrão com o qual respondemos automáticamente o que percebemos.
Arnaldo Vicente - Coordenador Geral do CTC Bauru - SP - Brasil
