
TCC 2015
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
15 de outubro, dia do que ensina, mas não faz nenhum aluno aprender.

A solução não é a educação. É a política.

terça-feira, 9 de outubro de 2007
A indecisão revela uma falta de acordo do "Eu-Comigo".

As crenças e a motivação.


segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Felicidade, o ponto final da Ansiedade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Perfeccionismo x Procrastinação

sábado, 15 de setembro de 2007
Faça sua Inscrição.
Nicholas Tarrier(Inglaterra)
Neal Stolar(EUA)
Yulia Landa(EUA)
Diferenças entre Cognitivo Comportamental e Comportamental Cognitiva.

Acesse o website oficial do I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva:
Reestruturação Cognitiva e Esquizofrenia.

Acesse o website oficial do I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva:
Personalidade (segundo a TC) e esquizofrenia.

Aaron Beck, TC e esquizofrenia.

"Beck desfechou um golpe profundamente subversivo na psicanálise enquanto nos garantia que estava apenas tentando expandir as fronteiras da psicoterapia"Em Setembro de 2006, a Lasker Foundation anunciou a concessão a Aaron Beck do Prêmio Lasker de Pesquisa Clínica, o mais prestigioso prêmio na área de Medicina outorgado anualmente nos EUA, um prêmio que veio se somar a inúmeros outros prêmios e homenagens que Beck vem recebendo, ao longo de 40 anos, de prestigiosas instituições ao redor do mundo. Beck, que confrontou o dogma Freudiano nos anos 60, transformou o tratamento da depressão e de outros transtornos mentais com sua técnica cognitiva, estabelecendo um novo limiar para a avaliação da eficácia das psicoterapias e aplicando um rigor em suas pesquisas jamais visto nessa área.Beck nasceu em 1921, em Rhode Island, Nova York. O terceiro filho de imigrantes judeus Ukranianos, era uma criança ativa, até aos 8 anos, quando foi hospitalizado devido a uma infecção severa, após uma cirurgia de uma fratura no braço. Em retrospecto, essa experiência teve um significado decisivo ao restringir suas atividades normais, forçando-o a encontrar ocupações menos ativas, como ler, e levando-o a desenvolver fobia de sangue e ferimentos. Ao enfrentar seus medos irracionais, ele desenvolveu estratégias para controlá-los, das quais, mais tarde, derivaria estratégias para aplicar a outros.Estudante exemplar, destacou-se como editor de vários jornais nas instituições onde estudou. Graduou-se, em 1942, em Inglês e Ciências Políticas pela Brown University, seguindo para a Escola de Medicina da Universidade de Yale, onde completou residência em Neurologia. Embora interessado em Psiquiatria, ressentia-se da falta de objetividade e precisão nessa área. Entretanto, durante sua residência, a exposição à Psiquiatria neutralizou suas resistências, levando-o a obter, em 1953, seu Certificado em Psiquiatria. Sua primeira incursão na área das psicoses, através de um artigo publicado em 1952 sobre um paciente com delírios paranóicos, prenunciaria sua área central de interesse científico a partir de 1996: A aplicação da Terapia Cognitiva à Esquizofrenia.Em 1954, ingressou como Professor de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade da Pennsylvania, em Filadélfia. Nessa época, a teoria Freudiana estava em franca ascensão na Psiquiatria nos EUA, e, como muitos de seus colegas, Beck completou seu treinamento psicanalítico em 1958. Na década de 70, criou o Centro de Terapia Cognitiva, que dirigiria até 1995, onde ele e um grupo de brilhantes colaboradores e discípulos desenvolveram a TC como um novo sistema de psicoterapia. Em 1995, fundou, com sua filha Judith Beck, o Beck Institute, em um subúrbio de Filadélfia. Em 1996, voltou à Universidade da Pennsylvania, como Professor Emérito, com um grande financiamento de pesquisa do National Institute of Mental Health (NIMH, Instituto Nacional de Saúde Mental) dos EUA, onde hoje estuda a prevenção de suicídio e a aplicação da TC à esquizofrenia.A Emergência da TCA falta de objetividade e precisão que Beck via na Psiquiatria, e mais ainda na Psicanálise, o incomodavam. Embora os analistas propusessem que a neurose se originava de fatores profundos em ação, não conseguiam chegar a um acordo sobre quais eram esses fatores. E a postura passiva do psicanalista lhe parecia, na realidade, uma falta de recursos efetivos. Discretamente, ele começou a se afastar da ortodoxia da Psicanálise, sentando-se frente aos seus pacientes, explorando mais ativamente o diálogo interno pré-consciente que os pacientes relatavam em paralelo à livre-associação. Observando-os, descobriu que esses fluxos de pensamentos, automáticos e involuntários, refletiam elementos fundamentais para a conceituação e tratamento dos transtornos de seus pacientes.Emprestando da Psicologia acadêmica o método científico, Beck conduziu estudos a fim de comprovar os dogmas freudianos, falhando, porém, continuamente em fazê-lo. Seus dados apontavam em diferentes direções. Com respeito à depressão, seus dados demonstraram que, na realidade, a forma negativa do depressivo pensar não era o resultado, mas a causa, de sua depressão. Suas idéias não foram recebidas com facilidade. Colegas psicanalistas as classificaram como superficiais e simplistas. Behavioristas, por sua vez, argumentavam que o foco nos pensamentos era inviável, pois esses não podiam ser objetivamente observados e medidos. E seus colegas psiquiatras biológicos argumentaram que o método era simplesmente uma forma de elevar temporariamente o humor dos pacientes depressivos, não um tratamento específico. No entanto, através de quatro décadas, Beck continua respondendo a seus críticos com um volume considerável de dados empíricos convincentes.Em seus questionamentos e estudos, Beck foi influenciado por filósofos clássicos, pelo construtivismo e pela fenomenologia. Sua intenção expressa era expandir os limites e aprimorar os métodos da psicoterapia. No entanto, em suas inquietações, ele não estava só: Ocorreu, nessa época, uma rara convergência entre psicanalistas e behavioristas em sua insatisfação com os próprios modelos de depressão. Observou-se o afastamento da psicanálise e do behaviorismo radical por vários de seus ilustres adeptos. Entre eles, destacou-se Ellis, cuja terapia racional emotiva (RET), mais tarde denominada de REBT (Terapia racional emotiva comportamental), foi a primeira psicoterapia com clara ênfase cognitiva, tomando os construtos cognitivos como base dos transtornos psicológicos. Seguiram-se Bandura, Mahoney e Meichembaum, behavioristas que, em obras seminais, propuseram os processos cognitivos como cruciais na aquisição e regulação do comportamento, além de estratégias cognitivas e comportamentais para intervenção sobre variáveis cognitivas, inaugurando, dessa forma, a Terapia Cognitivo-Comportamental.Com base em seus estudos empíricos e observações clínicas, Beck propôs o modelo cognitivo da depressão, que, evoluindo em seus aspectos teórico e aplicado, resultaria na proposição de um novo sistema de psicoterapia, que ele denominou de Terapia Cognitiva. Beck declarou que a negatividade do depressivo não era um sintoma, mas desempenhava uma função central na instalação e manutenção da depressão. Cognição, e não emoção, é declarada o fator essencial na depressão, que ele classifica como um transtorno de pensamento e não um transtorno emocional. Propõe ainda a hipótese de vulnerabilidade cognitiva como a pedra fundamental da Terapia Cognitiva, bem como a noção de esquemas cognitivos. Em 1959, abandonou o divã, declarando "Uma vez eliminado o modelo motivacional, e inserido o modelo cognitivo, não vi mais nenhuma necessidade do restante da superestrutura do pensamento psicanalítico". Segundo David Goldberg, "Beck desfechou um golpe profundamente subversivo na psicanálise e quanto nos garantia que estava apenas tentando expandir as fronteiras da psicoterapia".Próximo de seus 86 anos, Beck divide seu tempo entre o Instituto Beck e a Universidade, joga tênis regularmente, adora gravatas borboletas e, definitivamente, não pensa em se aposentar. Seu senso de humor, ainda aguçado, torna sua companhia sempre agradável.O I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva representa mais um tributo à pessoa e à obra de Aaron Beck, esse admirável pesquisador e clínico que ousou, mas nunca com arrogância, vivendo continuamente seus dois maiores prazeres: Descobrir coisas novas e incentivar novos talentos a novas conquistas, sempre empenhado em expandir os limites da psicoterapia.
Dra. Ana Maria Serra, PHD
Acesse o website oficial do I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva:http://www.congressoesquizofrenia.com.br/O que é Terapia Cognitiva?

A Terapia Cognitiva (TC) reflete um sistema integrado de psicoterapia cientificamente fundamentado. Combina um modelo de personalidade e de psicopatologia a um modelo aplicado, que reúne princípios, técnicas e estratégias terapêuticas. Demonstra aplicabilidade eficaz, segundo estudos controlados, a uma ampla gama de transtornos – depressão, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, dependência química, psicoses, terapia familiar e conjugal, etc. É aplicável individualmente e em grupo, a adultos, crianças e adolescentes. É ainda útil como coadjuvante no tratamento de transtornos orgânicos e psicóticos, além de aplicável, com sucesso, em contextos institucionais, corporativos e educacionais, e nos esportes.Reflete um método diretivo e semi-estruturado, orientado à resolução de problemas. É colaborativa, em um processo em que ambos, terapeuta e paciente, têm um papel ativo. Envolve uma relação genuína entre terapeuta e paciente, baseada na empatia terapêutica. As sessões, bem como o processo terapêutico, são semi-estruturados. É focal, requerendo uma definição concreta e específica dos problemas do paciente e das metas terapêuticas. Tem um caráter didático, objetivando dotar o paciente de um novo instrumental cognitivo e comportamental, em um processo terapêutico breve, que envolve geralmente de 12 e 24 sessões, tornando-a apropriada ao contexto sócio-econômico atual e à utilização por convênios e seguros de saúde.A reunião de todas essas características seguramente nos permite afirmar que a Terapia Cognitiva representa uma mudança de paradigma no campo das psicoterapias.
Dra Ana Maria Serra, PHD.
Acesse o website oficial do I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva:http://www.congressoesquizofrenia.com.br/
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
ITC realiza o I Congresso de Esquizofrenia (21 a 24 de novembro de 2007 - SP)

Pesquisas recentes demonstram a eficácia da Terapia Cognitiva(TC) associada à farmacoterapia no tratamento da esquizofrenia, promovendo um melhor gerenciamento dos sintomas centrais e periféricos, a aderência à medicação e maior tolerância aos seus efeitos colaterais.
Reconhecendo o caráter inovador da associação da TC à farmacoterapia no tratamento das psicoses e, em particular, da esquizofrenia, bem como a superioridade em eficácia dessa associação em relação ao tratamento farmacoterápico isolado, o ITC – Instituto de Terapia Cognitiva realizará em São Paulo, com o apoio de reconhecidos líderes e instituições o I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva, com um programa intensivo de workshops nacionais e internacionais, mesas redondas, simpósios e posters científicos.
Os últimos cem anos têm representado um período extremamente fértil para a clínica e a pesquisa na área da esquizofrenia. Contudo, a pesquisa ainda se encontra no estágio de formular perguntas, ao invés de gerar respostas, e a clínica ainda se aplica ao teste de diferentes recursos e estratégias terapêuticas. As formulações teóricas, metodologias e questões, sobre as quais se apóiam à clínica e a pesquisa, está em evolução, ao mesmo tempo em que alternativas são enfaticamente propostas, revistas e testadas.A resposta à simples pergunta "o que é esquizofrenia?" ainda parece algo entre o impossível e o óbvio. A despeito do enorme volume de pesquisa, uma definição de esquizofrenia ainda necessita ser alcançada. Claridge (1994) descreve sua perplexidade de forma brilhante: "O contínuo fracasso em definir subdivisões da esquizofrenia é estranho em si e aumenta a sensação indubitavelmente comum em pesquisadores dessa área, de que, a despeito da variabilidade de expressões, há também uma certa unidade de esquizofrenia, e de que, portanto, deve também haver alguma característica central que define uma pré-condição para a doença ocorrer".Áreas individuais de pesquisa, entretanto, têm experimentado progresso considerável em anos recentes, e sua integração parece promissora, em direção a uma compreensão mais clara da esquizofrenia como um fenômeno biopsicosocial, cujas propostas convergem na proposição de modelos multifatoriais, em um sinal inequívoco de progresso.A pesquisa sobre fatores de vulnerabilidade para a esquizofrenia concentra-se em algumas áreas mais representativas: A abordagem biológica, incluindo estudos farmacológicos, estudos sobre hipóteses neuroanatômicas e/ou neuroquímicas, etc; a abordagem genética, incluindo estudos sobre fatores congênitos e pré-natais, famílias, filhos adotivos, modelos de transmissão, etc; e a abordagem psicológica, incluindo modelos de disfunção no processamento de informação, o modelo cognitivo, a teoria da mente, hipóteses de sistema falho de resposta, transtorno em processo atencional geral, etc.Na área da neuropsicologia da esquizofrenia, por exemplo, explicações cognitivas da disfunção subjacente à sintomatologia positiva, evidências de estudos neuroanatômicas e neuroquímicas de alterações em sistemas cerebrais, evidências de estudos farmacológicos e pesquisa comparativa com animais, parecem convergir de formas intrigantes.TC e o Tratamento da EsquizofreniaUma proposição, de natureza cognitiva, refere-se à disfunção no processamento de informação, que refletiria a expressão de disfunções neuroanatômicas e neuroquímicas. A partir de 1990, as explicações cognitivas para os sintomas, especialmente os positivos, da esquizofrenia se multiplicaram, e não tardaram em chamar a atenção de terapeutas cognitivos. Estes raciocinaram que, onde há distorções, caberia o desafio cognitivo e a tentativa de se promover maior flexibilidade cognitiva, conforme o método empregado com portadores de transtornos psicológicos submetidos à terapia cognitiva, em complementação ao tratamento farmacoterápico.A hipótese se confirmou na prática, bem como o valor heurístico da proposição básica, ensejando não apenas tentativas inovadoras de intervenção terapêutica, mas igualmente incentivando uma área fértil de pesquisa, em que o volume da literatura cresceu surpreendentemente nos últimos dez anos.Essa importante área de aplicação e pesquisa chega-nos através de seus representantes mais ilustres, em um evento que será um marco nacional e internacional na área da esquizofrenia, em mais realização do ITC-Instituto de Terapia Cognitiva, em uma iniciativa que reafirma sua reputação como líder na área da Terapia Cognitiva no Brasil, com o apoio da ABPC-Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva, da IACP-International Association of Cognitive Psychotherapy, da ABP-Associação Brasileira de Psiquiatria, do CFP-Conselho Federal de Psicologia, e de outras importantes instituições, em iniciativas a serem aplaudidas. Líderes de renome internacional nos visitarão a fim de generosamente partilhar conosco sua expertise e inspirar nossos esforços na área do tratamento integrado da esquizofrenia, combinando terapia cognitiva e farmacoterapia, uma área de clínica e pesquisa que desponta internacionalmente com admirável energia.
Dra Ana Maria Serra
Participação Internacional:
Douglas Turkington(Inglaterra)
Nicholas Tarrier(Inglaterra)
Neal Stolar(EUA)
Yulia Landa(EUA)
Michael Garrett(EUA)
Acesse o website oficial do I Congresso Internacional de Esquizofrenia e Terapia Cognitiva:
http://www.congressoesquizofrenia.com.br/
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Vencendo a depressão.
Nosso blogger está no ar!

Nossa oficina esta aberta desde ontem 13 de setembro de 2007.
Desde agosto alguns textos foram preparados e hoje temos um material que fala de pensamentos com defeitos e estratégias para consertá-los.
Aqui podemos falar de todos os assuntos que possam nos ajudar a identificar, desafiar, consertar e quem sabe até descobrir novas ferramentas para consertar pans, que desconhecemos, mas já foram utilizadas ou criadas por outras pessoas.
Expressem suas opiniões sobre o blogger e fiquem a vontade para opinar e sugerir sobre as matérias e enviar suas questões para que possamos tentar ajudá-los.
Começamos nossa rede de comunicação com mais de trezentas pessoas que de uma forma ou outra já tivemos contatos falando ou consertando pans.
Sua postagem direta ou sua contribuição via email (arnaldo@ctcbauru.com.br) são bem vindas.
Um abraço.
Arnaldo
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Aaron Beck e Dalai Lama

Relacionamento feliz, com certeza.

A mulher deve se ocupar com as coisas que faz a esposa feliz e o homem das coisas que faz o esposo feliz. Quando o homem se ocupa do que faz a esposa feliz ele alimenta a idéia que tem dela e não quem de fato ela é. É o esposo casado com a esposa cognitiva e a esposa casada com o marido cognitivo. Já não são dois, são apenas um criando e se relacionando com as próprias e limitadas histórias. A esposa depende da harmonia com a mulher e o marido da harmonia com o homem. Cada um construindo sua história relacional poderá receber o outro como o outro é, assim como não hesitarão em saber quando, infelizmente, é preciso parar de investir. É possível ser feliz, mas impossível ser feito feliz. Não existem esposas ou maridos egoístas. Existem pessoas individualmente em desequilíbrio ou desarmonia.
Arnaldo Vicente
Decepção.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007
O homem nasce flexível. O medo o enrigece.

domingo, 9 de setembro de 2007
O benefício da dúvida.

Pânico fora da tela.

sábado, 1 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
As Crenças e o Rei, no jogo da vida.

Enfrentamos peões, torres, cavalos, bispos e a rainha, mas o que queremos mesmo é o rei. Desenvolvemos hipóteses ou suposições de como poderemos dominá-lo. Ao acreditar que encontramos a melhor suposição a transformamos numa regra para aquela condição e a executamos como se fôsse nossa melhor estratégia, a estratégia que vai compensar todos os nossos esforços ao vencermos o rei. O rei é mortal? Ou sua morte é apenas uma idéa que alimentamos sem nenhuma evidência? Será que todo o esquema montado e executado foi em vão? Será que ao invés de buscar sua morte poderíamos ter buscado primeiro ampliar nossas informações sobre sua vulnerabilidade? É possível que o nosso maior inimigo tenha sido a nossa falta de informação e investigação?
Arnaldo Vicente
Sem PANs: eu determino para mim e colaboro com o outro.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007
A raiva reforça a crença de ser injustiçado e fraco

quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Cognição x comportamento na Educação.

Tenho conversado com professores que tem aplicado a educação formal, nas escolas, e quando diante das dificuldades com alunos que têm condutas diferentes da maioria da turma, têm demonstrado um padrão de intervenção focando os comportamentos de seus alunos sem conseguir resultados de modificação comportamental. Não vejo surpresas nos resultados insatisfatórios, uma vez que entendo que essas intervenções são superficiais. A mudança comportamental é um bom indício de critérios de chegada, de gerenciamento de um sintoma imediato, mas não de reestruturação. É preciso enveredar por um caminho diferente, o caminho das cognições que questiona o problema a partir das crenças, da meta e da percepção imediata do alunos. Não se toma medidas comportamentais sem o aval do esclarecimento esquemático do aluno. Sua meta não é errada é apenas inadequada e sua capacidade não é insuficiente está apenas sintonizada com a meta inadequada. Utilizar intervenções comportamentais imediatas pode colaborar para uma interpretação antagônica e injusta, provocando a raiva e a agressão, corroborando esquemas disfuncionais.
Desenvolver atitudes cognitivas em si é um bom começo para ensinar atitudes cognitivas aos alunos. Pode ser difícil no início, mas só no inicio.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Segredos de ser amigos.

Amigo eu sei que sou quando não apago o que de positivo já aconteceu entre nós e imagino que o futuro aumenta a probabilidade de entendimento e benefícios.
Amigo eu sou quando me responsabilizo pelas minhas explicações a mim mesmo sobre você.
Amigo eu sou quando descubro que nossa relação precisa mudar e começo essa mudança por mim.
Amigo eu sou quando ouço suas falas contrariadas sobre minhas atitudes e ao invés de aceitar minhas lamentações de vitimização eu procuro ouví-lo sem defensividade ou persuasões.
Amigo eu sou quando percebo que para ser amigo eu tenho melhorado a mim mesmo.
Arnaldo Vicente.
Ética e Sentido da vida

As atribuições que fazemos sobre os eventos são influenciadas e influem na nossa postura frente a vida.
Enquanto não temos consciência do quanto nossas atitudes podem proporcionar bem estar a nós e ao ambiente temos uma tendência a dirigir o nosso foco para as nossas necessidades primárias de amparo e afeto. Sentimos falta, necessidades e reagimos prontamente de modo a providenciar a nossa satisfação.
Na medida que crescemos tomamos contato com a nossa limitação em ser correspondido prontamente em nossas necessidades; não somos 100% competentes. Aprendemos que temos que esperar e tolerar a sensação da falta e descobrir que na maioria das vezes ela é passageira e limitada. Quando este aprendizado não ocorre, principalmente de acordo com as expectativas alheias, nos sentimos violados e nos tornamos intolerantes e então podemos acreditar que para continuarmos sendo amparados e estimados precisamos ser adequados.
Em seguida descobrimos que também as pessoas apreciam serem amparadas e estimadas, passamos a ter consciência de nossos poderes de influência, persuasão e promoção ao bem estar do outro. Neste momento o nosso aprendizado adquirido na relação com nossos cuidadores, passa a ser expressado em nossas atitudes interpessoais. São imitações comportamentais movidas pela cognição de: - "Assim é o certo, assim que dá certo". Emprestamos as atitudes alheias e aos poucos vamos adaptando às nossas próprias cognições: -"Esta dá certo, esta não" .
Utilizamos o egocentrismo onde somos o centro do mundo e as pessoas podem nos servir se soubermos como agir. Somos 100% competentes e quando algo não dá certo nos sentimos incompetentes ou sabotados pelo outro que nos acham inadequados ou não estimáveis. Pensando assim implementamos estratégias de maior controle e pressão: impressionando, ameaçando, ignorando, chantageando ou agredindo. É a luta do SÓ EU contra o mundo, vale tudo e sem nos dar conta saimos do egocentrismo para o egoísmo.
Nossas necessidades aumentam, elas são um fluxo contínuo vital. Nos damos conta que por mais que nos bastemos ainda é pouco; o outro ainda continua tendo um importante papel na busca da satisfação pelas nossas necessidades. É neste momento que podemos ter cognições de que a vida é uma ameaça da qual não damos conta (ansiedade generalizada), ou que não adinta mesmo se esforçar (depressão) ou, ainda, acreditar que o melhor mesmo é desistir por que viver é insuportável (ideações ou comportamentos suicidas).
Neste movimento podemos visualizar o quanto podemos ser influenciados pelas atitudes dos outros quanto a formação de nossas próprias idéias, valores e princípios sobre o qual o sentidoda da vida e qual a melhor forma de proceder para se direcionar no sentido escolhido.
As distorções nos levam ao vazio e a falta de sentido, é apenas uma questão de tempo; e também nos confundem quanto ao que é ético nesta busca.
Conheça nossos bloggers e
Arnaldo Vicente.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
PANs colocam pimenta nos filmes.

domingo, 12 de agosto de 2007
Ninguém olha o mundo com os olhos do outro.

Quando os filhos correspondem a relação segue tranquila, quando os filhos são compreendidos por não corresponderem a relação continua tranquila.
Pais de filhos pequenos compreendem mais as frustrações, pois imediatamente justificam os resultados dos filhos como específicos, passageiros e não intencionais. Podem pensar: - "Daqui a pouco será exatamente como eu quero".
Filhos pequenos também aceitam melhor quando não são compreendidos, embora depois de uma boa birra, porque são mais otimistas nesta fase.
Mas, na medida que as crianças demonstram maior domínio as expectativas aumentam e tornam-se regras e os fracassos podem ser considerados intencionais, gerais e permanentes, causando grandes danos na relação.
Pais agem como se tivessem sido desconsiderados totalmente os filhos podem reagir com indignação ou depressão.
É preciso que pais lembrem-se que as expectativas são sonhos, metas, desejos apenas imagináveis, ou seja, mesmo que importantes elas são apenas hipóteses criadas em sua mente ou em seu coração.
Não há problemas em desejar, torcer, querer e até colaborar para que as hipóteses se concretizem, mas não podem tornarem-se exigências ou regras condicionais para os filhos.
Esses conflitos são decorrentes de PAns, pais e filhos podem entenderem-se melhor se verificarem a presença de PANs; que nesta questão podem ser muitos, exemplo:
PAN de generalização: o fracasso não ocorreu ou está ocorrendo em todas as situações da vida.
PAN de catastrofização: o fracasso ocorreu e pode ter ocorrido, mas nada garante cem por cento que continuará ocorrendo no futuro.
PAN de personalização externa: o outro tem 100% responsabilidade pelo erro cometido.
PAN de Leitura mental ou Inferência arbitrária: o desejo de errar já era conhecido, mesmo que a pessoa jamais tenha falado.
PAN Autoritário ou ele deve: a pessoa tem a obrigação de pensar, sentir e agir como eu penso, sinto e ajo.
As Evidências Contra esses pans na relação entre pais e filhos existem, e são muitas:
"Filhos não sentem como os pais e pais não sentem como os filhos, existem diferenças cognitivas e tmbém na intensidade emocional e biológica, entre outras".
"Ninguém olha o mundo com os olhos do outro".
sábado, 11 de agosto de 2007
Como podemos combater os PANs

P.A.Ns são pensamentos automáticos negativos que temos todo o tempo em todos os lugares. Eles são espontâneos, pré-conscientes e podem ser acessados conscientemente. São eles que interferem diretamente, de modo negativo, nos tipos e nas intensidades de nossas emoções, reações físicas,motivações e comportamentos. São mais destrutivos que qualquer droga, lícita ou ilícita, que já existe ou existiu
.
O ponto fraco dos P.A.Ns é que eles são apenas uma equivocada representação da realidade. Quanto aparecem na consciência estão fundamentados , na maioria das vezes, apenas na s evidências que o confirmam. Ex: quando nos achamos incapazes lembramos apenas das vezes em que fomos incapazes, e esta redundância colabora para que o PAN seja compreendido como verdadeiro. A avaliação desconsidera as possíveis evidências que possas não apoiá-los.
Porque criar o GACEC PANs?
Grupo – os PANs estão em todas as pessoas.
Amigos – desenvolver e alcançar uma meta saudável comum.
Evidências - fundamentar nossa ação no real.
Contra - complementar a percepção do real.
PANs- viciam e adoecem pessoas de todas as idades.
Faça parte do GACECPANs, envie email para arnaldo@ctcbauru.com.br.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O conteúdo dos P.A.Ns.

Nossas cognições, ou sejam, nossos pensamentos, idéias, crenças, valores, sensações e imagens resultantes do que percebemos interna e externamente compõem os P.A.Ns.
Ao identificar nossas cognições podemos analisá-las e verificar se estão coerentes com a realidade.
Exemplo: Podemos dizer que temos um relacionamento horrível, insuportável com alguém, mas não conseguimos nos separar desta pessoa, que continuamos com ela e que isto nos deixa triste e desesperançoso.
Podemos verificar se o relacionamento é mesmo horrível durante o tempo todo ou se apenas em alguns momentos. Podemos verificar se estes momentos são mais importantes que aqueles em que estamos nos relacionando bem ou razoávelmente bem.
Podemos nos perguntar se é mesmo verdade que não suportamos os momentos de insatisfação ou se na verdade somos menos vulneráveis do que imaginamos.
Podemos nos perguntar o que queremos neste relacionamento, que meta nos motivou a iniciá-lo e quanto está meta é prejudicada pelos momentos ruins e beneficiada pelos bons momentos.
Podemos também investigar qual a idéia que temos feito sobre nós mesmos nestes maus momentos e se esta idéia é verdadeira.
Talvez consigamos compreender que estamos "carregando" em nossas cognições e possamos criar um plano para que essas dúvidas ou percepções equivocadas diminuam e, por fim, deixem de atrapalhar a nossa meta.
As cognições equivocadas já foram pesquisadas e denominadas como ERROS COGNITIVOS.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Tenho utilizado a abordagem da Terapia Cognitiva em mínha vida, com meus familiares, com meus pacientes, com profissionais através de cursos e supervisão, com treinamento de pais e professores e com a população através de palestras e da mídia, sempre atestando os benefícios alcançados decorrentes do trabalho de Evidências Contra os P.A.Ns.
Venho combatendo os P.A.Ns desde 1999, sendo que durante este período tive oportunidades de estar e aprender com experts nacionais, como a Dra. Ana Maria Serra e a Especialista Êdela Nicoletti, e internacionais, como Arthur Freemann, Frank Dattilio, Paul Salkovskis, Mark Reinecke, Judith Beck, entre outros.
Desde 2003, quando fundei o CTC Bauru (http://www.ctcbauru.com.br/), venho trabalhando no sentido de divulgar o paradigma de Aaron T. Beck o qual enfatiza que "não são as situações que determinam as nossas emoções, mas sim a maneira como as construímos".
Durante estes anos aprendi que os P.A.Ns são poderosos, capazes de comprometer a nossa qualidade de vida. Eles nascem nos homens e se expressam em suas atitudes. Eles não são pensamentos inofensivos. Como o nome enfatiza, eles são pensamentos automáticos e negativos; são pré-conscientes e são uma expressão das crenças que que estão em nosso inconsciente.
Diante de um evento, uma situação em foco sempre é avaliada pela nossa percepção imediata e processada segunda as crenças que desenvolvemos durante o nosso desenvolvimento resultando, em seguida, em respostas cognitivas, emocionais, fisiológicas, motivacionais e comportamentais. Esse modo de pensar vai se esquematizando e tornando-se um padrão com o qual respondemos automáticamente o que percebemos.
Arnaldo Vicente - Coordenador Geral do CTC Bauru - SP - Brasil



